José Sócrates tem razão em muito do que tem dito e escrito. O prazo para o Ministério Público investigar e formular acusação foi estendido até 15 de Setembro, pelo menos. Escrevo pelo menos porque o próprio despacho deixou a porta escancarada para nova prorrogação. Dito de outra forma, o MP, à data da detenção de José Sócrates, tinha apenas suspeitas. Provas ou fortes indícios, só em sonhos. E, ao que tudo indica (sucessivas prorrogações do prazo de investigação), todos estes meses de investigação também não estarão a correr muito bem. Dito isto, José Sócrates, no Verão deste ano, pode ir a banhos descansado, tanto no país como no estrangeiro. É que o ex-primeiro-ministro viu ser-lhe retirada a medida de coacção que o impedia de sair do país sem autorização judicial.
Mostrar mensagens com a etiqueta José sócrates. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta José sócrates. Mostrar todas as mensagens
segunda-feira, 18 de abril de 2016
terça-feira, 16 de junho de 2015
Pesca de arrasto
Seis meses passados sobre a prisão de José Sócrates, a avaliar pela transcrição do último interrogatório publicado pela revista Sábado, é possível constatar que o Ministério Público continua literalmente "aos papéis". Com uma pequena (grande) diferença. O que começou por ser uma pesca à linha, rapidamente se transformou em pesca de arrasto. As situações investigadas sucedem-se umas às outras sem que daí resulte qualquer conclusão firme que sustente uma qualquer acusação. A última é o empreendimento Vale do Lobo. A continuar assim, o Ministério Público ainda vai tentar provar que o ex-primeiro-ministro meteu dinheiro ao bolso com a Expo 98 e o Euro 2004!
sexta-feira, 12 de junho de 2015
sexta-feira, 20 de março de 2015
Repouso absoluto
O último pedido de libertação interposto pela defesa de José Sócrates foi recusado pelo Supremo Tribunal de Justiça. O tribunal entendeu que o doente (perdão, preso) deve continuar em repouso absoluto para recuperar, adequadamente, do tempo em que foi primeiro-ministro, das canseiras da vida de estudante em Paris, bem como do desgaste provocado pelos inúmeros voos que fez entre a capital francesa e Lisboa.
quinta-feira, 27 de novembro de 2014
Detido
Em declarações ao Diário Económico, João Araújo, advogado de José Sócrates, confirmou que o juiz Carlos Alexandre invocou os motivos fuga, continuação da actividade criminosa e perigo de destruição de provas para decretar a medida de coacção prisão preventiva para o ex-primeiro-ministro. Quanto mais não seja, pelo menos o primeiro motivo invocado, é um disparate completo. Invocar perigo de fuga para alguém que sabendo que iria ser detido mal desembarcasse do avião em território nacional, e mesmo assim embarcou num voo destinado a Lisboa, é um absurdo. Se Sócrates quisesse fugir, embarcaria para destinos seguros, nunca para Lisboa. Por outro lado, Carlos Alexandre ao declarar o processo como sendo de especial complexidade (o que permite alargar todos os prazos, nomeadamente o de prisão preventiva) estará a deixar subentender que afinal as provas e os indícios reunidos até agora não serão tão concludentes quanto isso. O que seria realmente surpreendente. Sócrates, não gozando de nenhum privilégio especial relativamente à lei, também não é um cidadão como qualquer outro. A medida prisão preventiva só faz sentido caso a matéria já apurada seja de extrema gravidade e de uma solidez à prova de bala. Nesta perspectiva não faz sentido declarar o processo como sendo de especial complexidade. À data da detenção, o que haveria de se apurar já estaria tudo (ou praticamente tudo) apurado. Ora, isto é exactamente o contrário do que o que se perspectiva para o futuro de José Sócrates. Resumindo, mesmo não sendo (nem nunca ter sido) admirador de Sócrates, parece-me que toda a encenação à volta deste processo tem mais a ver com motivos políticos do que com a justiça propriamente dita.
quarta-feira, 26 de novembro de 2014
Preso 44
"A justiça nada tem a ver com a política e o que eu desejo é viver num país onde essa separação esteja absolutamente ao serviço do Estado de direito ". A frase é de José Sócrates e foi proferida no rescaldo da sua derrota eleitoral em 2011 em resposta a um jornalista que o questionara se receava que sua derrota abrisse caminho a eventuais futuros processos judiciais. Demorou tempo, mas o tempo da justiça é lento e, em Portugal, ainda é mais lento. A propósito, alguém sabe quem foi este jornalista? É que, ainda que fosse para daqui a três anos, se ele adivinhasse a chave do euromilhões...
PS: Há coincidências do arco da velha! A prisão do ex-primeiro-ministro português, e todo o circo mediático à volta do caso, veio mesmo a calhar. Ainda há alguém que se lembre dos casos GES/BES ou vistos gold? Entretanto a eleição de António Costa para líder do PS passou totalmente despercebida, bem como a convenção do Bloco de Esquerda. Nem a pedido o timing poderia ser mais adequado!
sábado, 22 de fevereiro de 2014
quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014
Dupond e dupont
Uma das frases valeu ao seu autor ser o bombo da festa durante uns meses. A outra, perfeitamente pacífica, passou despercebida. Os autores das frases são ambos portugueses: Um, ex-primeiro-ministro, deixou o país de tanga, com a mania do TGV, novo aeroporto internacional de Lisboa e outras que tais, o outro, CEO do banco britânico Lloyds, fez um trabalho notável na recuperação do referido banco. E no entanto, coincidem, notavelmente, neste aspecto! Se o autor da segunda frase não tivesse sido tão arrogante e teimoso, não estaríamos hoje a viver este aperto. Afinal, bem vistas as coisas, ele tinha razão!
sábado, 30 de março de 2013
Igual a si mesmo
Ao fim de 2 anos de silêncio, José Sócrates regressou igual a si mesmo com um misto de verdades, meias-verdades e mentiras. Quando questionado acerca do aumento da função pública em 2009, ano de eleições, afirmou que a percentagem do aumento (2.9%) se deveu ao facto de nos três anos anteriores não ter havido aumentos. Não é verdade, o seu governo tinha aumentado a função pública nos três anos anteriores. Quanto ao resto, fica para a história o ajuste de contas com Cavaco: certeiro e merecido.
terça-feira, 18 de dezembro de 2012
terça-feira, 7 de agosto de 2012
sexta-feira, 16 de março de 2012
Mistério...
Sem emprego nem poupanças conhecidas (a avaliar pelas declarações de rendimentos entegues no Tribunal Constitucional), José Sócrates leva uma vida de luxo numa das cidades mais caras da Europa, com despesas mensais a rondar os quinze mil euros: Sete mil euros na renda da casa, num dos bairros mais caros da cidade, mil euros nas propinas da faculdade, dois mil euros no colégio particular do filho e cem euros por refeição em restaurantes, escreve o Correio da Manhã. O que, a ser assim, levanta duas questões curiosas: (1) Quem será o misterioso financiador que, tão generosamente, está a investir na educação de José Sócrates? e (2) Que benefícios espera retirar de um tal gesto?
sábado, 11 de fevereiro de 2012
quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
sábado, 10 de dezembro de 2011
O nosso salvador
O rei de França, Nicolas Sarkozy, que agora anda em bicos de pés ao lado da encarnação de Hitler (sem bigode e com mamas maiores) a tentar salvar a Europa, em 2010 na conferência "Novo Mundo, Novo Capitalismo" em Paris, aplaudiu o então PM de Portugal, José Sócrates, quando este defendeu abertamente o aumento dos défices públicos para "permitir salvar o mundo de uma catástrofe económica". À data, o irrepetível PM de Portugal, citando Paul Krugman, afirmou: "O défice salvou o mundo. O aumento dos défices públicos salvaram o mundo de uma catástrofe que poderia durar muito tempo". E continuando, "Agora [em 2010] estamos em condições de recuperar economicamente porque os Estados tiveram a coragem de aumentar os défices e a dívida".
sexta-feira, 9 de dezembro de 2011
As dívidas não são para pagar
Está explicado o clima de irrealismo vivido no consulado Sócrates. Ele pensava (pensa) que as dívidas não são para pagar. E é isto mesmo que ele anda a ensinar a estudantes universitários de Ciência Política em Poitiers (França).
quarta-feira, 23 de novembro de 2011
Só os burros não mudam de opinião
Carlos Costa Pina, anterior secretário de Estado do Tesouro, afirmou que estão a faltar a Portugal, no âmbito da ajuda externa, " 20 a 25 milhões de euros" pois há um risco muito elevado de os 78 mil milhões negociados não serem suficientes. Dá para entender? Até alguns meses atrás, Portugal não necessitava de coisa nenhuma. Hoje, precisa de tudo o que foi acordado e muito mais!
sábado, 20 de agosto de 2011
Subscrever:
Mensagens (Atom)

















