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quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Donzela (im)pura


Miguel Macedo foi constituído arguido por suspeita de tráfico de influências e prevaricação no âmbito do caso vistos gold, tendo ficado sujeito à medida de coação de termo de identidade e residência. Recordando, esta diligência ocorreu quase dez meses depois de Miguel Macedo se ter demitido do cargo de ministro da Administração Interna, com a explicação de que as notícias que o ligavam a vários arguidos do caso dos vistos gold tinham deixado a sua "autoridade política diminuída". Embora tenha então sublinhado também que pretendia "defender o Governo, a autoridade do Estado e a credibilidade das instituições", Miguel Macedo acabaria por assumir o lugar de deputado da Assembleia da República na bancada do PSD, obrigando as autoridades a pedirem o levantamento da sua imunidade parlamentar, para o constituir arguido. Afinal, ao que parece, a donzela não era tão pura quanto o fazia crer e a sua demissão, na altura elogiada e interpretada como uma bofetada de luva branca noutros membros do governo, nomeadamente, Paula Teixeira da Cruz, não passou de uma bravata inconsequente.

PS-Não deixa de ser curioso que, tendo sido levantada a imunidade parlamentar a Miguel Macedo há bastante tempo, só agora, em cima das eleições, é que ele tenha sido chamado pela justiça e constituído arguido. Coincidências...

terça-feira, 18 de novembro de 2014

Bofetada de luva branca


Miguel Macedo, ministro da Administração Interna, viu-se envolvido em mais um caso de corrupção no seu ministério. Trata-se, desta vez, da investigação da concessão de vistos gold. Entre os detidos, para além de uma sócia sua, há indivíduos das suas relações pessoais. Apesar de ter reafirmado não ter nada a ver com o caso, demitiu-se: “Apesar de não ter qualquer responsabilidade pessoal, no plano político as circunstâncias são de natureza distinta. O ministro da Administração Interna tem de ter sempre uma forte autoridade para o exercício pleno das suas responsabilidades. Essa autoridade ficou diminuída, pelo que tomei a decisão de apresentar ao primeiro-ministro a minha demissão, que foi aceite”. A demissão de Miguel Macedo é uma bofetada de luva branca no governo. Ao fazer a distinção entre responsabilidades pessoais e políticas e, sobretudo, ao colocar a tónica na diminuição de autoridade (caso permanecesse no cargo), Macedo está a indicar, muito claramente, a Nuno Crato e a Paula Teixeira da Cruz o caminho que deveriam ter trilhado aquando do caos da colocação de professores e da entrada em vigor do novo mapa judicial.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Rico exemplo


Miguel Macedo, ministro da Administração Interna, apesar de ter indicado na sua declaração de rendimentos duas moradas, uma em Lisboa e outra em Braga, recebe subsídio de alojamento por não ter residência permanente em Lisboa ou numa área circundante de 100 km. Pergunto, que parte é que vive em Braga?