Que a proposta de orçamento português para este ano foi recebida num clima de desconfiança generalizada (com os alemães à cabeça), não há dúvida. Basta pensarmos nos rasgados elogios feitos pela chanceler alemã ao trabalho "impressionante" de Passos Coelho ou então nas recentes declarações do Ministro das Finanças alemão. E a desconfiança é tão grande que, mesmo antes do Plano A (leia-se, orçamento) estar em execução, o governo português tem de preparar um Plano B para o caso de a execução orçamental não correr conforme esperado.
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segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016
quarta-feira, 29 de julho de 2015
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015
O verdadeiro dono
Ontem, o boneco retratava os líderes da coligação alemã no poder e apelidava-os de donos da Europa. Erro meu. O verdadeiro dono é o Ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schäuble. Irredutível nas negociações com os gregos, exigiu tudo, não por razões económicas (está à vista de todos, a receita da austeridade não funciona), mas para mostrar quem manda. Tão lesto na palavra, quando se trata de defender os contribuintes alemães, "esquece-se" de uma verdade incontornável: Uma parte significativa do empréstimo à Grécia destinou-se a salvar a banca alemã. É isto que ele devia dizer aos contribuintes alemães e, já agora, quanto é que a Alemanha já ganhou com os empréstimos a Portugal e à Grécia. A Alemanha não pode esquecer que não basta fazer BMW e Mercedes, é preciso haver quem os compre. A continuar tudo como até aqui, a prazo, a Alemanha vai arrepender-se amargamente da política seguida.
sábado, 21 de fevereiro de 2015
sexta-feira, 21 de novembro de 2014
Os guardiões da austeridade
À semelhança do FMI, também a Comissão Europeia (leia-se, Alemanha) desconfia das contas da proposta de orçamento português para 2015. Não acreditando na estimativa de crescimento inscrita, nem na previsão de arrecadação de receitas fiscais, a Comissão acha que o défice também irá ser superior à previsão do governo português, mais concretamente, 3.3% do PIB. Para além disso, acham que Portugal já não está tão empenhado na continuação das reformas estruturais e no esforço consolidação orçamental. E, pelo menos quanto aos últimos pontos, se calhar têm razão. O próximo ano será ano de eleições e o governo, ao contrário do que Passos Coelho gritou bem alto uns meses atrás ("Que se lixem as eleições!"), ainda não perdeu a esperança de as ganhar. E tanto não as perdeu que a proposta de orçamento aumenta a despesa, aumento esse que, de acordo com o discurso do governo, será compensado pela excepcional arrecadação de receitas fiscais esperada para o próximo ano.
terça-feira, 17 de dezembro de 2013
terça-feira, 4 de junho de 2013
quarta-feira, 3 de abril de 2013
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