Agora que o governo português se preparava para reescrever todos os manuais de Economia, eis que o Banco de Portugal (BdP) resolveu ser um "desmancha-prazeres". O crescimento anual da economia tem sido anémico e, no entanto, a taxa de desemprego não tem parado de descer. Estes dois factos contrariam todas as teorias económicas segundo as quais o aumento líquido de postos de trabalho só acontece com taxas de crescimento iguais ou superiores a 2% ao ano. Pois bem, o BdP veio clarificar este aparente paradoxo. A taxa de desemprego tem descido não à custa da criação de verdadeiros postos de trabalho, mas sim por mérito dos milhares de estágios profissionais que têm sido promovidos. Afinal o santo milagreiro não tem sido Pires de Lima, ministro da Economia, mas sim Pedro Mota Soares, ministro da Solidariedade, Trabalho e Segurança Social.
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sábado, 20 de dezembro de 2014
sábado, 8 de novembro de 2014
terça-feira, 4 de novembro de 2014
Taxas e taxinhas
Iniciado o "novo ciclo", Pires de Lima entrou para o governo para conduzir (economicamente) o país numa fase de crescimento nunca antes vista. Após alguns meses de declarações triunfais (exportações em alta, número de turistas nunca visto, etc) e algumas desculpas por coisas que tinha dito (por exemplo, acerca do IVA da restauração), o motor gripou e... o "general" desapareceu! Reapareceu, recentemente, a falar contra as "taxas e as taxinhas" que, ao que diz, o PS pretende introduzir na economia. Para quem vinha do mundo empresarial, para quem conhecia muito bem os problemas da economia real é muito pouco.
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