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terça-feira, 14 de julho de 2015

Memória selectiva


Na apresentação do livro de Miguel Relvas, Durão Barroso pediu aos portugueses que olhassem para a Grécia e vissem o que nos poderia ter acontecido. "Esqueceu-se" foi de dizer que foi durante o seu mandato de presidente da Comissão Europeia que foi aprovado o desastroso plano de assistência financeira à Grécia e que foi, igualmente, durante a sua catastrófica gestão que a Europa mergulhou na profunda crise que se vive e que parece não ter fim.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Saudades


Em entrevista recente ao jornal Die Welt, Durão Barroso confessou que ainda não decidiu o que vai fazer a seguir e admitiu que sente (algumas) saudades do cargo que exerceu nos últimos 10 anos. Como todos sabem, o cargo, pomposamente intitulado Presidente da Comissão Europeia, não passa de mordomo pessoal do(a) chanceler alemão, actualmente Angela Merkel.

sábado, 15 de novembro de 2014

O mordomo (da Alemanha)


Após ter sido condecorado pelo Presidente da República de Portugal, espera-se que Durão Barroso também venha a ser condecorado pelo governo alemão por relevantes serviços prestados à Alemanha enquanto Presidente da Comissão Europeia. Alinhado, desde sempre, com o discurso alemão, deixou a Europa mergulhar numa recessão sem fim à vista numa obediência cega ao fundamentalismo alemão da austeridade. Nunca ousou levantar a voz contra a Alemanha em defesa dos mais fracos. E nas poucas ocasiões em que fez o discurso do "crescimento", não deixou dúvidas acerca de que lado da barricada estava.

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

A Comissão Europeia faz mais um excêntrico


Hoje Durão Barroso cessa funções como presidente da Comissão Europeia. Ainda não sabendo o que fará a seguir (tem uma única certeza: "De fora, seguramente, está a hipótese de um regresso à vida política activa"), Durão Barroso, com a idade de 58 anos, admitiu, recentemente, "não estar mal de convites". Caso os leitores do jornal britânico Daily Mail tenham lido estas palavras, terão perguntado, espantados, a si próprios, convites para quê? É que de acordo com o referido jornal, Barroso abandona Bruxelas com uma pensão vitalícia de 132.000 euros por ano (11.000 euros por mês). Para além da pensão receberá ainda um subsídio de transição e de reintegração, durante um período máximo de 3 anos, cujo montante varia entre 40% e 65% do salário anual de presidente da Comissão Europeia, no seu caso cerca de 306.000 euros por ano (isto é, qualquer coisa como de 122.000 a 200.000 euros por ano). Como a vida custa a todos, Barroso tem ainda direito a um salário extra de 25.000 euros, mais despesas de deslocação. Percebes agora porque é que Durão Barroso abandonou "a toda a brida" a chefia do governo português para abraçar o cargo de Presidente da Comissão Europeia?

sábado, 12 de abril de 2014

Para onde vai Barroso?


Agora que se aproxima o fim do seu mandato como presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso parece apostado em limpar a imagem de "rato que abandonou o navio a naufragar": O caso BPN e a falha de supervisão do Banco de Portugal, o pedido de ajuda externa quando Portugal estava "nas lonas". Só não entendo porquê, tanto mais que, ainda muito recentemente, Durão Barroso afirmou, preto no branco, que não seria candidato às próximas eleições presidenciais. Por outro lado, parece-me, caso ele pretenda candidatar-se a algo no curto prazo, não faz sentido "abrir uma guerra" com tanta gente.

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Para mim, receita ou despesa é a mesma coisa!


Para os trabalhadores da administração pública, pensionistas e reformados, o ajustamento (eufemismo que tem significado tudo menos racionalização) português tem tido uma particularidade notável. Quer ele seja feito pelo lado da receita (aumento de impostos), quer pelo lado da despesa (cortes), no fim do mês, o resultado é sempre o mesmo - menos dinheiro nos bolsos!

terça-feira, 7 de maio de 2013

Segundas, quartas e sextas ou terças, quintas e sábados?


Nos últimos tempos temos assistido a sucessivas declarações de dirigentes nacionais e comunitários acerca do excesso de austeridade em vigor um pouco por toda a Europa. É o discurso das segundas, quartas e sextas. O problema é o discurso das terças, quintas e sábados, isto é, mesmo já tendo toda a gente  percebido que o programa de ajustamento, desenhado em torno de pressupostos errados, produz resultados absolutamente contrários ao desejado, não há alternativa, a linha política da austeridade (custe o que custar) é para continuar.