O fundador do BPN, Oliveira e Costa, foi condenado pela Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) a pagar uma multa de 100 mil euros, por violação, a título doloso, do dever de prestar informação devida aos clientes do banco, entre outras infracções. Para um "assunto" que já custou mais de 4.000 milhões de euros aos contribuintes, nada mal. Afinal, o crime compensa!
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quinta-feira, 28 de maio de 2015
sábado, 4 de outubro de 2014
Critérios de selecção
Pergunta - Qual o critério (ou critérios) para a escolha do governador do Banco de Portugal (BdP). Resposta - Ser cego, completamente cego, parece-me ser o principal critério de selecção. Digo isto porque, depois do caso BPN, não se compreende o caso BES (estes são, apenas e tão só, os mais mediáticos, mas os problemas da banca portuguesa eram mais ou menos gerais). Em abono da minha tese, ficamos recentemente a saber pela boca de Mário Draghi que foi graças ao BCE que o BdP percebeu os problemas do BES. Nas suas palavras, "O BCE disponibilizou à entidade supervisora [Banco de Portugal] melhores padrões, contribuiu para o esforço da troika para formular melhores critérios de análise e foi graças a esses melhores padrões que a autoridade supervisão portuguesa pode identificar os problemas no BES".
terça-feira, 30 de julho de 2013
Negócio da china
Ainda sem se perceber como é que o BPN foi comprado por 40 milhões de euros pelo BIC, este último já apresentou ao Estado facturas na ordem dos 100 milhões de euros relacionadas com "contingências" decorrentes do acordo de compra e venda celebrado em Março de 2012. Ao que consta, o acordo prevê responsabilidades contingentes, a suportar pelo Estado português, relativas a litígios anteriores à transacção, até ao limite de 158 milhões de euros. Segundo as Finanças, o Estado já assumiu, por conta das responsabilidades emergentes acima referidas, cerca de 22 milhões de euros. E segundo o presidente do BIC, os pedidos de reembolso não se ficarão por estes 100 milhões de euros!
quinta-feira, 22 de dezembro de 2011
Venda a preço negativo
Após milhares de milhões de euros injectados pela CGD, o Governo português vendeu por 40 milhões de euros o banco BPN aos angolanos do BIC, banco esse cujo um balanço é constituído por 2,2 mil milhões de euros em créditos e 1,8 mil milhões de euros em depósitos. Para além disso, o Estado português ainda terá de injectar mais de 500 milhões de euros no banco. Em contrapartida, o BIC apenas assegura cerca de 50% dos actuais postos de trabalho (750 trabalhadores), assumindo o Estado os custos decorrentes da cessação dos contratos de trabalho dos trabalhadores dispensados. Um autêntico negócio da China!
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