Mostrar mensagens com a etiqueta Júnior. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Júnior. Mostrar todas as mensagens

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Dias mais vazios


Os meus boxers eram amigos incondicionais e uma parte importante da minha vida. A alegria com que me recebiam todos os dias ao final da tarde era um sinal disso mesmo. Enquanto vivos, sempre os tratei bem. Aliás, em diversas ocasiões, ao olhar para eles a dormir no sofá, dei por mim a pensar que era uma vergonha (para a humanidade) que os meus cães tivessem uma vida melhor que milhões de seres humanos por esse mundo fora. Não que eles não o merecessem, mas as pessoas, todas as pessoas, merecem, pelo menos, o tratamento que eles tiveram. O Rex morreu em Abril do ano passado. De então para cá, o Júnior, com a sua inesgotável energia, conseguiu, em grande parte, preencher o vazio deixado pelo Rex. Agora, que também ele morreu, os meus dias ficaram bastante mais vazios.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

A dog's soul




"Todo o cão deve ter, algures, dentro de si, uma alma onde, com o seu orgulho, enterra todas as suas dores e mágoas (…) Ele amará, mesmo que não seja amado, ele servirá, mesmo que seja maltratado, e uma palavra carinhosa bastará para apagar da sua memória todos os maus momentos vividos". (Do poema A dog's soul, de autor desconhecido)

Oração da serenidade


Adeus amigo


O meu outro boxer, Júnior, morreu esta madrugada igualmente de doença. Fosse qual fosse o problema, ao contrário do Rex, a situação foi quase fulminante. Sexta-feira passada, de manhã, estava tudo bem. Ao final da tarde já não. Caminhava com evidente dificuldade e parecia ter um problema qualquer na pata traseira direita. Fui com ele a uma clínica veterinária, mas o diagnóstico foi inconclusivo. Nesse dia à noite ainda comeu. No dia seguinte, sábado, não comeu nada e vomitou por diversas vezes um líquido transparente espesso com alguma baba branca. No domingo, ontem, continuou a não comer nada. Só bebia água. A dificuldade em se movimentar tinha-se acentuado muito. Já não conseguia subir sozinho para o sofá e só a muito custo mantinha o equilíbrio a caminhar. E aparentou, nalgumas ocasiões, estar a sentir dor. Deitei-me por volta da meia-noite, deixando-o no sofá a dormir. A sua respiração era pausada e regular e, aparentemente, não estava em sofrimento. Hoje de manhã, ao levantar-me, ele estava morto no sofá onde eu o tinha deixado ficar.