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segunda-feira, 20 de julho de 2015

D. Quijote de la Grecia (II)


No livro de Cervantes, o protagonista entrega-se à leitura de romances de cavalaria, perde o juízo, e resolve tornar-se um cavaleiro andante. Alexis Tsipras, também deve acreditar em "gambozinos". Tanto julgava saber sobre dívidas soberanas e forma de entalar credores, que acreditou que podia cuspir no prato. Nos "entretantos", quem pagou (e vai continuar a pagar) a pesada factura das alucinações de Tsipras é o povo grego. Ainda que não adiantasse nada, se tivesse um pingo de dignidade, tinha apresentado a demissão.

sexta-feira, 17 de julho de 2015

Vales zero!


Seis meses a "brincar" às negociações, marcar um referendo quando a Grécia já estava com a corda na garganta, assinar um acordo em que não acredita (palavras suas) e sujeitar o povo grego a algumas semanas de sofrimento inútil, eis o desempenho de Alexis Tsipras enquanto Primeiro-Ministro da Grécia. Se Marcelo Rebelo de Sousa ainda fizesse os seus "Exames" na TSF, Tsipras receberia um zero!

segunda-feira, 22 de junho de 2015

25ª hora


Julguei (e escrevi) que o braço de ferro entre a Grécia e os seus credores não era mais do que uma encenação para ninguém perder a face (o governo grego poder dizer que "bateu o pé" à troika e os credores continuarem com o discurso de que não há excepções) e que o acordo seria inevitável. Hoje já não estou tão certo disso. As conversações eternizam-se sem que se vislumbre qualquer hipótese de acordo. Certo, certo é que este jogo é muito perigoso e de consequências imprevisíveis. O que parece agora estar em cima da mesa é "ou fazem o que queremos ou saem do euro". E, verdade seja dita, ainda que as consequências imediatas possam constituir um autêntico cataclismo para o povo grego, a prazo, talvez seja a única solução. A dívida grega é impagável e cortar rendimentos não resolve o problema.

terça-feira, 17 de março de 2015

Onde é que eu já vi isto?


A táctica é velha, arranjar inimigos externos para salvar a situação interna. Alexis Tsipras, recém-eleito Primeiro-Ministro grego e líder do Syriza, acusa os governos de Portugal e Espanha de interferência na política grega com o objectivo de o derrubar. A questão é que agora que o governo grego se viu obrigado a engolir as fabulosas promessas da campanha eleitoral, a contestação interna (mesmo dentro do próprio Syriza) começa a fazer-se sentir. Logo há que fazer desviar as atenções e polarizar o descontentamento interno contra inimigos externos. A procissão ainda vai no adro, mas a continuar assim, um dia destes, ainda vamos ver Tsipras a pedir desculpa aos eleitores por ter prometido uma coisa e estar a fazer outra. Onde é que eu já vi isto?