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quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

A batalha da Inglaterra


David Cameron e a União Europeia chegaram a acordo para a permanência do Reino Unido na UE. O acordo prevê uma série de excepções para os britânicos (nas palavras de Cameron, "Este acordo cumpriu os compromissos que assumi no início deste processo. O Reino Unido estará permanentemente fora de uma união mais estreita, nunca fará parte de um super-Estado europeu, haverá duras novas restrições no nosso sistema de segurança social para os migrantes da União Europeia, o Reino Unido nunca vai aderir ao euro e vamos garantir protecções vitais para a nossa economia"), conferindo-lhes um estatuto ainda mais especial do que o que gozam actualmente. Até aqui nada de novo. O Reino Unido, desde os tempos da Dama de Ferro, sempre esteve com um pé dentro e outro fora da UE. Selado o acordo, Cameron desde logo adiantou que estão criadas as condições para fazer campanha pelo sim no referendo marcado para Junho próximo. E será aqui que se vai iniciar a verdadeira batalha da Inglaterra. Há ministros do governo em funções que declararam ir fazer campanha pelo não. Se nem o governo está de acordo acerca da permanência do Reino Unido na UE (o mesmo se diga relativamente ao Partido Conservador), o que esperar do eleitorado britânico, imprevisível e com largas faixas populacionais de eurocépticos? Só mesmo esperando pelos resultados!

domingo, 31 de agosto de 2014

Alma franciscana


Apostado em reconquistar os votos perdidos nas últimas europeias, David Cameron, primeiro-ministro britânico, deu a conhecer, pela sua pena, no jornal The Telegraph, um conjunto de medidas que fazem um autêntico cerco à emigração, mesmo aquela proveniente de países da União Europeia. Tudo em nome de "pôr a Inglaterra [e os ingleses] em primeiro lugar". Basicamente, o que Cameron escreveu foi: “Mudamos as regras para que ninguém venha para este país a pensar que vai receber benefícios imediatamente. A partir de agora vão ter de esperar três meses”, escreveu David Cameron. Antes qualquer cidadão da União Europeia que estivesse à procura de emprego podia desfrutar de um subsídio de "procura de emprego" ou de benefícios para os filhos por um máximo de seis meses antes de os subsídios lhe serem cortados. Uma autêntica alma franciscana!