De acordo com o Boletim Estatístico de Novembro do Banco de Portugal, a dívida pública na óptica de Maastricht (a que conta para Bruxelas) subiu no terceiro trimestre de 2014, passando dos 129,4% em Junho para os 131,6% no final de Setembro. Não parando de crescer, não se entende (ou não entendo) como se continua a enterrar a cabeça na areia e afirmar que a dívida é sustentável. Sê-lo-à, mas a que custo? Os encargos da dívida sugam toda a riqueza gerada, condenando Portugal a um futuro de miséria.
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segunda-feira, 8 de dezembro de 2014
terça-feira, 29 de julho de 2014
E cresce, cresce...
De acordo com o Eurostat (gabinete de estatísticas da União Europeia), Portugal tinha no primeiro trimestre do ano uma dívida próxima dos 221 mil milhões de euros, mais sete mil milhões do que nos três meses anteriores, um valor que correspondia a 132,9% do Produto Interno Bruto (PIB). Com estes números, o país registou o terceiro maior crescimento de dívida na União Europeia em termos de percentagem do PIB. O que é, no mínimo, espantoso. Depois de três anos de dose cavalar de austeridade em que só não valeu tirar olhos, a dívida não cessa de crescer. Não admira que haja cada vez mais vozes que digam abertamente que o programa de ajustamento português não foi desenhado para equilibrar as finanças do país, mas sim para salvar a banca europeia, nomeadamente bancos alemães e franceses.
segunda-feira, 17 de março de 2014
Sozinhos em casa
A cada dia que passa, não cessa de crescer o coro de vozes que defendem uma "reestruturação responsável da dívida", condição sem a qual continuará a imperar a austeridade pela austeridade, impossibilitando o crescimento e o emprego. Matematicamente falando, ainda que possível, é altamente improvável que tanta gente, com formações tão diversas e de sensibilidades políticas tão diferentes, esteja enganada e que o governo esteja certo. A continuar tudo como até agora, os encargos da dívida pública vão continuar a sugar todos os recursos da economia. E, pior ainda, sem crescimento significativo e duradouro, não há forma de pagar a dívida pública. Ainda há poucos dias o Presidente da República escreveu isto mesmo. O seu diagnóstico está correcto. Só se "esqueceu" de dizer que isso nunca aconteceu em Portugal ou qualquer outro país do mundo!
terça-feira, 25 de junho de 2013
sexta-feira, 9 de dezembro de 2011
As dívidas não são para pagar
Está explicado o clima de irrealismo vivido no consulado Sócrates. Ele pensava (pensa) que as dívidas não são para pagar. E é isto mesmo que ele anda a ensinar a estudantes universitários de Ciência Política em Poitiers (França).
segunda-feira, 7 de novembro de 2011
Top ten
4. Paquistão (48.55%), 5. Irlanda (46.79%), 6. Argentina (46.48%), 7. Ucrânia (41.00%), 8. Itália (35.82%), 9. Hungria (31.06%), 10. Espanha (29.16%). Em percentagem, o risco de falência, segundo o ranking da CMA DataVision.
quarta-feira, 5 de outubro de 2011
332.8 mil milhões
De acordo com o governo regional da Madeira, o montante global da dívida de Portugal é de 332.8 mil milhões de euros (138% do PIB, 609% das receitas efectivas, 922% das receitas fiscais), 159.5 mil milhões de dívida directa, 165.8 mil milhões de responsabilidades financeiras do sector empresarial do estado e 7.4 mil milhões de dívidas das autarquias (este último valor é relativo ao final de 2010 e não inclui os passivos das empresas municipais).
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