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terça-feira, 20 de março de 2012

Tudo o resto são taxas, impostos...


Apenas cerca de 1/3 da factura de electricidade corresponde ao custo da electricidade consumida. Tudo o resto são taxas, impostos, custos da rede de distribuição e custos de política energética e de interesse económico geral. É nesta última categoria, que representa 44% do total da factura, que entram as já famosas rendas excessivas relativas às renováveis, cogeração, garantia de potência, etc. Tudo contratos assinados pelo Estado que garantem aos produtores de energia rendas avultadíssimas... à custa dos consumidores.

sexta-feira, 16 de março de 2012

Como só o continente sabe


O plano EDP Continente está envolto em polémica desde o início (Janeiro de 2012). A campanha prometia descontos de 10% sobre a factura da EDP, não especificando logo que a adesão implica um novo contrato, com a saída do mercado regulado para a tarifa liberalizada da EDP Comercial. Que os 10% incidem só no valor da factura antes de impostos, contribuição audiovisual e taxa de exploração. E que não é um desconto directo, mas a emissão de um cupão para converter em desconto. Para além destas "omissões", os descontos duram apenas até ao final do ano, altura em que os clientes do mercado liberalizado já não poderão voltar ao mercado regulado (com tarifas fixas).

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Défice do tarifário nacional


Partindo do princípio, na minha opinião muito optimista, de que a cura não vai matar o doente e que as contas públicas portuguesas estarão nos eixos no final de 2013, já é possível adivinhar qual a próxima situação de emergência nacional. Essa situação chama-se défice do tarifário nacional. Se bem entendi, a EDP, empresa que gera lucros fabulosos, tem andado, ano após ano, a vender energia abaixo do preço de custo. Como tal, o défice do tarifário nacional, situa-se, à data actual, em cerca de 3.200 milhões de euros e, segundo o Ministro da Economia, se nada for feito, em 2020 ultrapassará os 8.000 milhões de euros. Era esta a razão porque a ERSE pretendia, para 2012, um aumento de 30% para os consumidores domésticos e 55% para as empresas. Portanto, caros residentes em Portugal, preparem o livro de cheques pois a partir de Janeiro de 2014 vai deixar de haver desculpas para o défice continuar a aumentar!

PS - Imaginemos, por um instante, que a EDP vendia a energia, pelo menos, ao preço de custo. De lucros fabulosos passaria a lucros impossíveis de adjectivar por falta de palavra que traduza uma tal ordem de grandeza!