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quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Presidenciais 2016 (VI)


Outro grande resultado na eleição presidencial de domingo passado foi o de Vitorino Silva, vulgo Tino de Rans. Acabar a noite com uns gloriosos 3.29%, a morder os calcanhares a Edgar Silva, que não chegou aos 4% (teve 3.95%), é um resultado que Tino, muito provavelmente, nunca sonhou nem nos seus maiores delírios. Na minha opinião, indiscutivelmente, um dos vencedores da noite. Nas suas palavras, não entrou na Liga Europa, mas ficou muito próximo.

Presidenciais 2016 (V)


Aparentemente, tanto o Bloco de Esquerda como o Partido Comunista Português, estavam convencidos de que a candidatura de Marcelo Rebelo de Sousa ganharia, de qualquer forma, à primeira volta. Daí terem mantido as respectivas candidaturas até ao fim. Estou convencido que, se em algum momento, acalentassem a esperança de que Sampaio da Nóvoa ou Maria de Belém forçassem uma eventual segunda volta, teriam desistido à boca das urnas, apelando ao voto dos seus eleitores nessa candidatura. Contudo, os resultados das duas candidaturas foram completamente diferentes. Enquanto Marisa teve uma votação excelente (histórica, mesmo, para o BE em presidenciais), o PCP (Edgar Silva), para além de uma votação quase residual para os padrões comunistas (aparentemente, nem o seu eleitorado tradicional conseguiu fidelizar), averbou, em poucos meses, uma segunda derrota face ao BE, o que, segundo alguns comentadores, poderá complicar a vida ao governo de António Costa caso o PCP seja tentado a vir para a rua tentar ganhar o que tem andado a perder nas urnas.

Presidenciais 2016 (IV)


A melhor aliada de Marcelo Rebelo de Sousa. Ao lançar a sua candidatura, apoiada pelos sectores do PS que não de reviam nos acordos de governo à esquerda, tirou o tapete à candidatura de Sampaio da Nóvoa que, à data, acalentaria esperanças de obter o apoio oficial do Partido Socialista. O resto da história é conhecido. O PS, confrontado com a situação de duas candidaturas da sua área, optou pela solução mais fácil: Liberdade de voto na primeira volta e apoio oficial ao candidato que passasse à segunda volta. Só que a vantagem de Marcelo Rebelo de Sousa era demasiada para uma eventual segunda volta! Para agravar a situação, caiu no domínio público, nos últimos dias da campanha eleitoral, que Maria de Belém tinha sido uma das deputadas subscritoras do pedido de fiscalização, ao Tribunal Constitucional, da alteração da norma legal relativa às subvenções vitalícias dos detentores de cargos políticos. Um autêntico pântano do qual não conseguiu sair. Em síntese, uma candidatura cujo lançamento nunca foi claramente explicado, uma campanha eleitoral errática, um resultado humilhante. A avaliar pelos números finais, Maria sim, mas de (quase) ninguém!

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Presidenciais 2016 (III)


A tarefa de Sampaio da Nóvoa adivinhava-se, desde o início, difícil e tornou-se praticamente impossível com o lançamento da candidatura de Maria de Belém. Ao dividir o eleitorado socialista em dois, entregou de mão beijada o cargo a Marcelo Rebelo de Sousa. Só uma fortíssima abstenção que penalizasse, sobretudo, o universo de eleitores Marcelo Rebelo de Sousa é que lhe permitiria acalentar esperanças de uma segunda volta. O que não aconteceu.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Presidenciais 2016 (II)


Mais um case study para os cursos de Ciências Políticas. Como ganhar umas eleições presidenciais sem cartazes, bandeiras, caravanas ou apoio de máquinas partidárias, ou, nas palavras de Pedro Rebelo de Sousa, irmão de Marcelo, fazendo uma campanha com "um táxi e uma marmita". É verdade que Marcelo beneficiou de condições quase únicas. Dono de um perfil mediático imbatível e uma notoriedade estratosférica, beneficiou, ainda, da fragmentação de candidaturas à esquerda e de um PS entalado entre duas candidaturas da sua área política. O que, diga-se, não retira nenhum mérito à sua vitória. Tendo andado só, não ficou refém de nada nem de ninguém e conseguiu uma vitória pessoal como antes nunca se tinha visto em eleições presidenciais. Não sei se será inédito, mas Marcelo Rebelo de Sousa foi o candidato mais votado em todos os distritos do país!

Presidenciais 2016 (I)


domingo, 24 de janeiro de 2016

Vamos resolver hoje!


A lei portuguesa proíbe que em dia de eleições se escreva e se publique apelos directos ao voto num determinado partido ou candidato. Sendo assim, estou a infringir a lei. Contudo, mesmo assim, decidi publicar. Esta lei não faz sentido numa democracia consolidada como a nossa. Naturalmente, em dia de eleições, o grande tema das conversas são as próprias eleições. Logo parece estúpido proibir-se falar ou escrever sobre o tema que toda a gente fala!