Termina hoje, dia 4 de Abril, o impedimento de dissolução da Assembleia da República. Em consequência, caso o Presidente assim o entendesse e houvesse razões para tal, Marcelo Rebelo de Sousa podia acabar com a "geringonça". Mas não é esse o entendimento do Presidente da República (aliás, bem pelo contrário, a coabitação Marcelo-Costa parece respirar saúde por todos os poros da pele), não há razões para isso, nem parece que algum partido o deseje (de momento). O PSD ainda está a lamber as feridas e a tentar perceber como é que perdeu, tendo ganho. O CDS já arrumou a casa, mas a nova liderança precisa de tempo para se afirmar. Quanto aos partidos de esquerda, enquanto as coisas forem correndo, podem ir capitalizando a tão publicitada recuperação de rendimentos, ainda que ela seja mais virtual do que real. O que tem acontecido é que aquilo que é dado com a mão direita é retirado com a mão esquerda.
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segunda-feira, 4 de abril de 2016
terça-feira, 20 de outubro de 2015
Adeus Professor, olá Senhor Presidente?
Marcelo Rebelo de Sousa, fazendo jus à sua condição de professor, geriu com mestria o timing da apresentação da sua candidatura à Presidência da República. Escolheu o momento certo, e com a sua comunicação deve ter "secado" todo o espaço do centro-direita. Mesmo que as direcções do PSD e do CDS tenham dado liberdade de voto na primeira volta, não apoiando nenhum candidato, não faltam altos dirigentes dos dois partidos que já vieram a público manifestar o seu apoio a Marcelo. E, na minha opinião, face ao panorama saído das eleições legislativas, e face aos candidatos já anunciados, Marcelo Rebelo de Sousa é a pessoa mais indicada para ocupar o cargo de mais alto magistrado da Nação.
sábado, 16 de maio de 2015
Quem não arrisca não petisca
"Um mérito, entre, com certeza, muitos outros pessoais e profissionais, tem de se dar a Sampaio da Nóvoa: Não tem medo de se candidatar, mesmo correndo o sério risco de perder. Há quem tenha toda a notoriedade deste mundo, conhecimento único da política e dos políticos, experiência, apoio de vários quadrantes sociais e políticos e se perca em cálculos, tácticas patetas e espere por améns de que não precisa. De desistentes, antes sequer da corrida começar, nunca rezará a história. É, claro está, em Marcelo Rebelo de Sousa que estou a pensar" (Pedro Marques Lopes). Que Marcelo Rebelo de Sousa gostaria de ser eleito Presidente da República, ninguém duvida. Que parece especialmente talhado para o cargo (muito especialmente face a Sampaio da Nóvoa) ante a perspectiva de uma Assembleia da República fragmentada e sem perspectivas de maiorias estáveis na próxima legislatura, também ninguém duvida. Mas, ao impor a si próprio o calendário que impôs, corre o risco de nem candidato vir a ser, especialmente se Rui Rio avançar com uma candidatura mais cedo.
sexta-feira, 15 de maio de 2015
O combate do ano
Sampaio da Nóvoa formalizou a sua candidatura à Presidência da República no passado dia 29 de Abril. Ainda que sem apoio de nenhum partido, o candidato da esquerda (ou centro esquerda) deverá estar encontrado. Na cerimónia de lançamento da sua candidatura havia muito PS presente (Mário Soares, Jorge Sampaio e outras figuras cimeiras do PS), tanto que, muito provavelmente, ao PS não restará outra alternativa senão apoiar Nóvoa na corrida para a Presidência. Por outro lado Sampaio da Nóvoa não parece gerar grandes anti-corpos no PCP, daí ter afirmado, mais acima, que muito provavelmente está encontrado o candidato da esquerda. Resta encontrar o candidato da direita (ou centro direita). Dois nomes aparecem bem colocados nas sondagens, Marcelo Rebelo de Sousa e Rui Rio. Quanto ao primeiro, já garantiu que apenas tomará uma decisão lá para Outubro, isto é, depois das legislativas. Sabemos também que uma eventual candidatura de Marcelo Rebelo de Sousa só terá apoio social-democrata caso o partido não tenha alternativa. Quanto ao segundo, não sabemos, sequer, se estará a equacionar a sua candidatura, mas, aparentemente, parece ser do agrado da estrutura dirigente do partido a que pertence, quanto mais não seja porque, com Rio candidato a presidente, Passos Coelho teria menos um possível adversário na luta pela liderança do PSD, isto no caso de o PS ganhar as legislativas, evidentemente.
quinta-feira, 23 de janeiro de 2014
O professor
Catavento de opiniões erráticas em função da mera mediatização gerada em torno do fenómeno político (Pedro Passos Coelho).
segunda-feira, 10 de setembro de 2012
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