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sábado, 4 de outubro de 2014

Critérios de selecção


Pergunta - Qual o critério (ou critérios) para a escolha do governador do Banco de Portugal (BdP). Resposta - Ser cego, completamente cego, parece-me ser o principal critério de selecção. Digo isto porque, depois do caso BPN, não se compreende o caso BES (estes são, apenas e tão só, os mais mediáticos, mas os problemas da banca portuguesa eram mais ou menos gerais). Em abono da minha tese, ficamos recentemente a saber pela boca de Mário Draghi que foi graças ao BCE que o BdP percebeu os problemas do BES. Nas suas palavras, "O BCE disponibilizou à entidade supervisora [Banco de Portugal] melhores padrões, contribuiu para o esforço da troika para formular melhores critérios de análise e foi graças a esses melhores padrões que a autoridade supervisão portuguesa pode identificar os problemas no BES".

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Das duas uma...


Em entrevista recente, Durão Barroso afirmou que, quando era primeiro-ministro, chamou três vezes a São Bento Vitor Constâncio, à data governador do Banco de Portugal, "para saber se aquilo que se dizia sobre o BPN era verdade". Confrontado com estas declarações, o ex-governador do Banco de Portugal "apenas" se recorda de "uma conversa" na qual se falou de "preocupações com o BPN, mas nada de muito concreto". Na mesma ocasião, Constâncio afirmou nunca ter recebido qualquer convocação para discutir exclusivamente o caso BPN com o primeiro-ministro. Bem, das duas uma: (1) Ou Durão Barroso "inventa" com quantos dentes tem na boca, ou (2) Vitor Constâncio "sofre" de Alzheimer.

segunda-feira, 24 de março de 2014

Os 3 mosqueteiros


Depois da prescrição do processo levantado pelo Banco de Portugal contra Jardim Gonçalves, eis que seguem, pelo mesmo caminho, os processos contra Oliveira e Costa (que já o terá pedido) e o de João Rendeiro, que poderá já estar parcialmente prescrito. O denominador comum destas prescrições é Vitor Constâncio, à data governador do Banco de Portugal. Para além de durante anos não ter visto nada, quando esbarrou com a realidade, deixou os processos a "marinar" o tempo suficiente para este desfecho. Como se tudo isto não fosse já suficientemente trágico, o primeiro-ministro veio acrescentar a cereja no topo do bolo. Manifestando-se surpreendido, acrescentou "Um cidadão comum não teria conseguido um desfecho destes!", referindo-se à prescrição do processo contra Jardim Gonçalves. De semelhante só mesmo aquela donzela ingénua que pergunta: "O meu namorado beijou-me na boca. Estarei grávida?".