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segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Rei morto, rei posto


António José Seguro, líder do PS e candidato a primeiro-ministro, "morreu" (pelo menos para já). Na sua declaração de derrota, Seguro felicitou o vencedor Dr. António Costa e não o camarada António Costa. Tirando este pequeno "pormaior", nada de diferente do esperado. À hora em que este texto está a ser escrito, ainda não há resultados definitivos, mas a vantagem de António Costa é esmagadora. Resta ver o que vale o novo "rei". Até hoje, ainda ninguém percebeu, inequivocamente, o que separa Costa de Seguro. No dia em que o PS chocar de frente com a realidade (e isso acontecerá mais dia menos dia), veremos se o PS de Costa é muito diferente do PS de Seguro ou se tudo não passa de uma questão de estilo.


segunda-feira, 9 de junho de 2014

O muro da indignação de Seguro


Na sua página do facebook, António José Seguro diz-se "indignado" pela "queda brutal" das intenções de voto no PS, facto que atribui à "irresponsabilidade e à ambição pessoal" de António Costa que desafiou a sua liderança. Curioso é o facto de não ter comentado um outro facto relevante da mesma sondagem: A maioria dos inquiridos entende que Costa fez bem em avançar, e que com ele, como líder do PS e candidato a primeiro-ministro, o PS fica mais forte. Sejamos francos, o PS, liderado por Seguro, teve três anos de ouro para "descolar" da maioria e não o conseguiu. Se não o conseguiu até aqui, gozando de circunstâncias excepcionais para capitalizar o descontentamento dos portugueses, também não o conseguirá até ao final da legislatura. Foi isto que António Costa percebeu, e é isto que o PS (militantes e simpatizantes) parece estar a perceber.

sexta-feira, 6 de junho de 2014

O combate dos chefes


Não é fácil a um homem abdicar do sonho da sua vida, muito particularmente, quando ele se encontra "ao virar da esquina". Mas escudar-se em questões estatutárias, fugindo ao desafio, teria sido o suicídio político de Seguro. Os portugueses nunca votariam para primeiro-ministro num homem que teve medo de ir a votos dentro do próprio partido!

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Vitória com sabor a nada


O PS ganhou as eleições. Inequívoco, foi o partido mais votado. Mas, perante uma derrota histórica da maioria, ganhar com uma diferença de 4 pontos percentuais, mais parece uma derrota. O PS continua a não capitalizar o descontentamento popular. E esta diferença de quatro pontos pode ser facilmente anulável no tempo que falta para as legislativas. A estratégia de Seguro de tentar fazer das europeias uma espécie de primárias das legislativas, ainda lhe pode trazer alguns amargos de boca. Mas uma vitória é sempre uma vitória. E nada melhor do que um madurinho tinto carrascão para a sua comemoração.

quinta-feira, 10 de abril de 2014

Compromissos...


Se já havia muito boa gente do PS com problemas em adormecer por causa dos "compromissos" assumidos pelo secretário-geral do partido, presumo que agora, após o último, tenham perdido completamente o sono. Para quem não saiba, o último compromisso foi, nada mais, nada menos, do que erradicar, no espaço de uma legislatura, o fenómeno dos sem-abrigo do país. Nas suas palavras, "Assumo este meu compromisso de no espaço de uma legislatura criar as condições de modo a que os portugueses que vivem na rua deixem de o fazer. Esse é um compromisso que assumo".

domingo, 23 de março de 2014

Jogar com o baralho todo


Dá para acreditar que, dois anos e meio de mentiras depois, o PS apareça nas sondagens com uma percentagem de intenções de voto inferior à actual maioria governamental? Pois é verdade. De acordo com o último barómetro do Expresso, o PS aparece em primeiro lugar com 36.6% das intenções de voto, seguido pelo PSD (26.6%) e do CDS (11.1%). E pior, neste último barómetro, PSD e CDS sobem nas intenções de voto. Parece estar a ficar claro que a actual direcção do PS esgotou a sua margem de confiança junto do eleitorado. É tempo de o PS começar a jogar com o baralho todo. Definitivamente, a cartada Seguro inspira pouca confiança.

sábado, 8 de março de 2014

Mister niet


O PS enveredou por um caminho perigoso. Seja qual for a proposta do Governo, a resposta do PS é sempre a mesma, não, não se percebendo, demasiadas vezes, quais as razões da recusa. Outras vezes os motivos invocados não lembrariam nem ao diabo. Numa lógica estritamente partidária, a postura do PS é compreensível: na expectativa de que o poder lhe caia no colo, o PS resolveu enveredar por uma atitude sistemática de confronto. O problema é que os portugueses ainda não perceberam, em concreto, em que é que o PS é diferente da actual maioria. Não admira, pois, que o PS tarde em arrancar nas intenções de voto.

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Um homem (cada vez mais) às aranhas


Depois de José Sócrates, António Costa, Francisco Assis, Ferro Rodrigues, Carlos César, eis que agora chegou a vez de Augusto Santos Silva. António José Seguro está sob fogo dos pesos pesados do PS. Até quando? Demasiado oponente e pouco proponente, na expressão de Carlos César, quando propõe é para dar um tiro no pé. Veja-se o caso da sua recente proposta de criar um tribunal especial para investidores estrangeiros para não eternizar os processos na justiça.

domingo, 16 de fevereiro de 2014

Promessas, promessas...


Eis que depois da reposição das pensões, António José Seguro avança com mais uma promessa: Quando o PS for governo, o fecho dos tribunais é para voltar atrás. Bem sabemos o que valem as promessas dos políticos, mas esta situação deve estar a tirar o sono a muito boa gente no interior do partido. Na minha opinião, não há razão para tal. Na altura das próximas eleições legislativas (finais de 2015), muito provavelmente, o líder do PS será outro, o qual, obviamente, não se irá sentir condicionado pelas promessas do seu antecessor. Portanto, camarada socialista, se és um daqueles para quem as noites são um inferno, toma Angelicalm e dorme na paz do Senhor.

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Está a ficar tremido!


De acordo com a sondagem CM/Aximage, o PS desce 2.1% nas intenções de voto das legislativas. Ainda de acordo com a mesma sondagem, à pergunta "Em quem é que tem mais confiança para primeiro-ministro?", Passos Coelho sobe, relativamente a Seguro, 3% no índice de confiança, encontrando-se, agora, a 1.5% do líder do PS (respectivamente, 32.7% e 34.2%). Está a ficar tremido!

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Carta (a prazo) fora do baralho?


Manda o bom senso que, antes de se prometer seja o que for, conheçamos o terreno que estamos a pisar. Quando ainda não se conhece, de forma precisa, os contornos da intenção do Governo no que respeita à convergência das pensões dos sectores público e privado, eis que António José Seguro (AJS) assume, desde já, o compromisso, perante os reformados, de "acabar com a injustiça do corte das pensões". Será por estas (e por outras) que, apesar do Governo se esforçar, todos os dias, por quebrar as promessas feitas durante a campanha eleitoral, o PS não descola nas intenções de voto, assumindo-se, perante o eleitorado, como uma verdadeira alternativa? Ou muito me engano, ou, continuando tudo como até aqui, AJS, à data das próximas eleições legislativas, é uma carta fora do baralho do PS.

sexta-feira, 26 de julho de 2013

A crise vista... pelos protagonistas


Ainda haverá quem ande a pensar se houve perdedores na recente crise política. Pois bem, ainda que o país tenha perdido, ouvindo os protagonistas ficamos a saber que todos ganharam - Passos e Portas continuarão a governar (e de que maneira o segundo!), o Presidente deu um murro na mesa, mostrando quem manda, e Seguro, ao não ceder, segurou o partido.

sábado, 20 de julho de 2013

Concordamos em discordar


Não houve acordo. Nada de verdadeiramente inesperado. O contrário é que seria verdadeiramente extraordinário. O que o PR deveria ter feito, a par do pedido da missão impossível aos três partidos, era encomendar um milagre a Nossa Senhora de Fátima. Com intermediação divina, talvez, repito, talvez, os pastorinhos tivessem chegado a algum tipo de acordo, mesmo que fosse só para Merkel ver.

sexta-feira, 29 de março de 2013

Efeito sócrates


Com a chegada de José Sócrates ao comentário político, há que mostrar ao PS (e ao país) que há alternativa. Só não se percebe é qual!