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quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Bug identificado


Foi, finalmente, identificado o bug da aplicação que colocava um mesmo professor em dezenas de escolas. Trata-se de uma variável de tipo booleano iniciada com o valor true quando deveria ter sido com o valor false (no código da aplicação lia-se bool omnipresente = true; quando deveria ler-se bool omnipresente = false;). Feita a correcção, o ministro espera que no próximo ano o início das aulas se processe dentro da normalidade. Se isso não acontecer, o próprio ministro autoriza, desde já, pais, professores e alunos a atirarem-lhe tomates nas suas aparições públicas. Entretanto a associação representativa dos alunos, reagindo à autorização do ministro, veio esclarecer que "Mesmo autorizados pelo Senhor Ministro, os alunos apenas lhe atirarão tomates caso o próximo ano lectivo não demore, pelo menos, o dobro do tempo a arrancar".

domingo, 12 de outubro de 2014

O grande livro das mentiras


Depois de ter dito no Parlamento que nenhum professor seria "prejudicado" pelos erros do Ministério da Educação no processo de colocação de contratados, Nuno Crato regressou à Assembleia da República para explicar que nunca tinha afirmado o que todos, deputados, jornalistas e professores, tinham entendido na altura (e nunca desmentido ou rectificado). "Todas as minhas afirmações na altura têm de ser lidas com atenção e interpretadas dentro do quadro legal. Os professores mantêm-se, disse. Mantêm-se até às novas listas de colocação corrigidas, que tacitamente revogam as anteriores. É a lei". Afinal tudo não passou de um mal-entendido! E o pior é que muitos dos portugueses (supostamente) melhor qualificados (deputados, jornalistas, professores), têm de voltar aos bancos da escola primária para aprender os tempos verbais e respectivo significado!

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Somar alhos com bogalhos


Para um professor (catedrático) de Matemática e Estatística, somar alhos com bogalhos é um erro inqualificável. Vem isto a propósito do concurso de colocação de professores. A fórmula usada para a seriação dos candidatos estava a somar números com percentagens, originando erros grosseiros na ordenação dos professores. Mas o ministro é um homem de convicções (leia-se, mais teimoso do que uma mula). Só ao fim de alguns dias de protestos (e de explicações detalhadas de especialistas em Matemática) é que Nuno Crato admitiu o erro e pediu desculpas ao país. Como a culpa não podia morrer solteira, Nuno Crato aceitou a demissão do porteiro do ministério, perdão, do responsável da Direcção-Geral da Administração Escolar.

terça-feira, 11 de março de 2014

Assobiar para o lado


Desta vez, parece-me, Mário Nogueira (secretário-geral da FENPROF) tem razão. Se é verdade que o Ministério da Educação tem identificadas, desde 2007, 739 escolas em que foi utilizado amianto na sua construção, porque não divulgar a lista, tanto mais que, desde 2011, o Governo está obrigado a fazer o levantamento de todas as escolas com amianto e a divulgar essa informação? Aparentemente, quando não interessa, assobia-se para o lado!

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

(Mais um) erro de casting!


Ditos, desditos e não ditos, avanços e recuos, eis a história (triste) de um ministro que, antes de o ser, parecia saber daquilo que falava (e escrevia). A trapalhada da prova de avaliação dos professores contratados é o último exemplo do desnorte que impera no reino da educação. Afinal Crato não passa de (mais um) erro de casting de Passos Coelho!

domingo, 7 de abril de 2013

Se me perguntam...


Se me perguntam se tenho o relatório, tenho. Se me perguntam desde quando, desde meados de Janeiro. Se me perguntam se o estou a esconder, claro que não. Como podem observar, o que se passa é que há questões omissas ou mal esclarecidas no relatório, estando, ainda, o ME à espera dos esclarecimentos pedidos.

domingo, 4 de novembro de 2012

Tu é que és um zero


O sistema dual de ensino germânico, no qual os alunos adquirem formação em contexto de trabalho nas empresas e nas escolas profissionais, tem tido um sucesso extraordinário em vários países e está a ser estudado pelo Governo com vista a uma possível aplicação em Portugal (JN, 04-11-2012). Nesta perspectiva, o ME desloca-se a Berlim onde vai assinar com a sua homóloga alemã um memorando de entendimento para a cooperação na área do ensino profissional. Segundo o ministro português, Portugal "não parte do zero", destacando que o sistema dual "já existe em alguns locais" do país. Esta notícia só pode ser uma anedota. O sistema dual alemão foi implementado em Portugal em 1980 pela mão do IEFP, através da realização de algumas acções piloto, e generalizado a partir de 1984. Desde então, o IEFP (e outras entidades, que entretanto aderiram ao sistema, conhecido como Sistema de Aprendizagem) têm formado milhares de jovens um pouco por todo o país! É caso para perguntar, em que Portugal é que vives Nuno?