Depois do empate entre as duas principais candidaturas à liderança do Bloco de Esquerda (BE), eis que o BE resolveu a questão de uma forma muito "sui generis". Como uma liderança a dois estava a saber a pouco, o BE resolveu que, para os próximos dois anos, a liderança será assegurada por uma comissão permanente de seis (!!!) elementos. Se com a liderança anterior, a dois, as coisas não estavam nada famosas, o que pensar da solução encontrada? Mais do que nunca, a manta de retalhos que é o BE está mais esfrangalhada do que nunca. Há muito que deixou de haver uma voz de comando dentro do partido que imponha respeito. Adivinha-se, a prazo, um desfecho idêntico ao do PRD. Para além disso, João Semedo abandona o cargo de coordenador e Catarina Martins passa a porta-voz oficial do BE. Já agora uma curiosidade, cada membro da comissão permanente vai ter um sexto de peso nas decisões a tomar, ou, apesar de serem todos iguais, haverá uns mais iguais do que os outros?
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quinta-feira, 11 de dezembro de 2014
segunda-feira, 10 de março de 2014
Chamar os bois pelos nomes
No último debate quinzenal, Catarina Martins, coordenadora do BE, fazia uma intervenção no Parlamento e, pelo meio, afirmou que "o Governo tem um problema de palavra". "A palavra do senhor primeiro-ministro não vale nada", afirmou mesmo, o que motivou uma reacção contundente de Passos Coelho: "Dado o valor da minha palavra, por respeito a esta câmara e por mim próprio, não estará à espera de resposta". E Catarina Martins insistiu: "Quer aqui esclarecer o País ou quer fazer uma birra?" Passos afirmou não estar a fazer birra, mas recusou responder. Verdade seja dita, pensando no que Passos Coelho prometeu que faria, caso chegasse a primeiro-ministro, e no que tem feito, como primeiro-ministro, Catarina Martins tem razão.
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