Não há dúvidas, Pedro Mota Soares não só ainda é membro do governo como é leitor deste blogue. Então não é que, devido aos seus prolongados "eclipses", sempre que alguém pergunta se ele é vivo ou morto (aqui), o Sr. Ministro, um ou dois dias depois, faz questão de aparecer a anunciar uma nova medida de apoio ao emprego ou à formação profissional. Desta vez a "(re)entrada em cena" foi para anunciar o pacote de formação para beneficiários do RSI.
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sábado, 11 de abril de 2015
terça-feira, 7 de abril de 2015
Pedro Ghost Soares
Pedro Mota Soares ainda faz parte do actual executivo? Melhor, Pedro Mota Soares ainda faz parte deste mundo? Se a resposta for sim, então o ministro incarnou o seu ego alternativo. Ainda não ouvimos da sua boca o mais leve comentário acerca da real dimensão do desemprego em Portugal. O que, diga-se, em abono da verdade, é muito característico da sua parte. Sempre que a taxa de desemprego baixa uma milésima ou as pensões são aumentadas em 10 cêntimos, temos ministro em todos os telejornais a explicar, detalhadamente, a acção governativa que permitiu alcançar um tal resultado. Fora isso, Pedro Mota Soares incarna o seu outro ego, Pedro Ghost Soares, e tenta passar, o mais despercebidamente possível, por entre os pingos da chuva sem se molhar.
terça-feira, 10 de março de 2015
Cão de guarda
Não aparece nas listas dos melhores, mas Mota Soares revelou-se um óptimo cão de guarda de Passos Coelho, com um instinto protector acima de qualquer reparo. Ao contrário do Rottweiler, que permanece calmo num primeiro momento e, de repente, rápida e eficazmente, ataca o intruso, Mota Soares saltou de imediato em defesa do chefe. Como rapidamente se percebeu, pela boca do próprio chefe, o salto foi mal calculado. Ninguém estranhe se ele passar os próximos meses em silêncio absoluto, lambendo as feridas provocadas por esta investida desastrada.
Mais passista que Passos
Mal estourou a bronca da dívida de Passos Coelho à Segurança Social, logo Mota Soares veio a terreno afirmar que o Primeiro-Ministro tinha sido "vítima de erro do serviço". Mais valia ter adoptado o seu comportamento habitual, isto é, sempre as notícias não são de feição, tentar passar por entre os pingos da chuva sem se molhar e só aparecer a dar a cara quando as notícias são "boas", seja anunciar a subida de 10 cêntimos das pensões, seja a congratular-se com a descida da taxa de desemprego (sem a economia tenha criado empregos em número suficiente para explicar tal descida). Passos Coelho, que parece ter mais vergonha na cara do que ele, desmentiu-o logo de seguida, assumindo que estava convencido que pagar as contribuições para a Segurança Social era uma opção, não uma obrigação.
domingo, 5 de outubro de 2014
Problema virtual
A Segurança Social (SS) está com problemas de sustentabilidade? Sim e não. Entendamo-nos. Sempre que o governo tentou cortar reformas e pensões, o grande argumento utilizado foi o de garantir a sustentabilidade futura do sistema. Quando se tratou de actualizar em 20 euros o valor do salário mínimo nacional (SMN), a SS abdicou de parte das receitas em detrimento da assinatura do acordo com os parceiros sociais. Confuso? Nem por isso. Bem vistas as coisas, já estamos em campanha eleitoral. Quando se começou a falar de actualização do SMN (em vésperas das eleições europeias), algumas confederações patronais, concordando com a medida, desde logo colocaram em cima da mesa a necessidade de contrapartidas. Segundo essas confederações uma actualização de 50 ou 60 cêntimos/dia (o valor agora acordado representa cerca de 67 cêntimos por dia) seria incomportável para a maioria das empresas. Isto ao fim de 3 anos de congelamento do valor do SMN! Pois bem, o governo, numa perspectiva puramente eleitoralista, decidiu comparticipar nessa actualização: Até 31 de Dezembro de 2015, para todos os contratados a receber o SMN à data da entrada em vigor da medida (1 de Outubro de 2014), as empresas beneficiarão de uma redução da TSU de 0.75%, cerca de 3.8 euros. Como estamos a falar de um período de 15 meses e de várias centenas de milhar de trabalhadores abrangidos, o "rombo" será de milhões de euros. E nem sombras do problema da sustentabilidade...
domingo, 6 de julho de 2014
Erro meu, má fortuna, amor ardente!
O ministro da Segurança Social pediu ao inspector-geral do Trabalho para averiguar quais são as empresas que exigem um compromisso escrito às suas trabalhadoras de que não irão engravidar nos cinco anos seguintes. O pedido veio na sequência de uma denúncia feita por Joaquim Azevedo em entrevista à Antena Um. Contudo, o ex-secretário de Estado da Educação não respondeu. Apesar da ilegalidade da situação, sem denúncia não há processo ou multas. É do conhecimento geral que o treino melhora o desempenho e é meio-caminho andado para a excelência. Um casal que apenas treine durante cinco anos, ao conceber, só poderá gerar um génio, um daqueles homens (ou mulheres) que aparecem esporadicamente e que promovem, pela acção, autênticos saltos qualitativos da sociedade. Quem sabe, se não estará já a ser "planeado" o próximo Marquês de Pombal numa dessas empresas!
sexta-feira, 2 de maio de 2014
O fantasma
Após mais um longo período de hibernação, eis que o "fantasma" reapareceu para dar (mais uma vez) "boas" notícias. Ao contrário da vontade do FMI, o governo não aceita a redução das indemnizações por despedimento ilegal. Por outro lado, com o DEO nenhum pensionista ficará pior do que actualmente.
domingo, 6 de abril de 2014
Desaparecido
Tanto quanto se saiba, o ministro da Segurança Social continua a ser Pedro Mota Soares. Nesta perspectiva, esperava-se que a "reforma" da Segurança Social em curso (leia-se, tornar definitiva a contribuição especial de solidariedade), fosse liderada por ele, quanto mais não seja, no que diz respeito ao anúncio público da intenção. Pois bem, face ao que temos assistido, nem pouco mais ou menos. Quem está a liderar a reforma é o ministério das Finanças, e a cara do anúncio foi, nem mais nem menos, do que o Secretário de Estado da Administração Pública, José Leite Martins. Será que o ministro só está disponível para dar a cara pelas "boas notícias" como, por exemplo, a actualização das pensões mínimas em 8 cêntimos por mês?
quinta-feira, 13 de março de 2014
Pelos vistos, nem tanto!
Conforme Pedro Mota Soares garantiu aos parceiros da Concertação Social, a flexibilização das leis laboraris era assunto encerrado. Mas, ao que consta, parece que não. Segundo a TSF, a redução das indemnizações por despedimento ilegal consta do pacote negociado com a troika na última avaliação. Ao que parece o objectivo é reduzir para 12 dias por ano de trabalho a base de cálculo para a fixação da indemnização por despedimento ilegal.
segunda-feira, 3 de março de 2014
Virus eleitoral
Pedro Mota Soares anunciou que 11.000 novos pensionistas serão abrangidos pela CES. A medida será aplicada a partir de Março. Quanto aos cortes de Janeiro e Fevereiro serão aplicados quando fizerem menos mossa, isto é, segundo semestre, que é como quem diz, depois das eleições europeias.
sexta-feira, 6 de dezembro de 2013
O bom samaritano
Sempre a trabalhar em prol dos mais pobres e desfavorecidos. Em 2014, as pensões dos mais pobres dos pobres serão aumentadas em 8.5 cêntimos/dia. A bica ao domingo, depois do almoço, fica paga!
sábado, 6 de abril de 2013
Procura-se
Face aos últimos acontecimentos, o ministro Pedro Mota Soares, caso demore muito tempo a dar sinais de vida, corre o sério risco de ao entrar no ministério ver a sua cadeira ocupada por outra pessoa.
quarta-feira, 24 de outubro de 2012
Apoiar quem mais precisa
Valor mínimo do subsídio de desemprego: Menos 10%. Subsídio social de desemprego: Menos 10%. Valor de referência para cálculo do complemento solidário para idosos: Menos 2.25%. Protecção no domínio da dependência: Menos...
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
sábado, 7 de janeiro de 2012
domingo, 11 de dezembro de 2011
segunda-feira, 28 de novembro de 2011
A crise não é para todos
O ministro Pedro Mota Soares, que chegou de Vespa à tomada de posse do governo de Passos Coelho, desloca-se agora num Audi A 7 topo de gama, cujo custo ronda os 86 mil euros. O carro, com matrícula de Julho de 2011, foi levantado pelo próprio ministro num stand em Lisboa. Mesmo, dando de barato, que esta compra vinha do governo anterior, numa altura de cortes generalizados e de forte contenção, nada obrigava o ministro a exibir a sua nova "bomba". Bem prega Frei João...
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