Paulo Portas apresta-se para deixar a liderança do CDS-PP ao fim de mais de 15 anos de liderança do partido. Já passou por tudo, nas suas palavras, "Sei o que é ganhar, ganhando, sei o que é perder, perdendo, fiquei a saber o que é perder, ganhando". E terá sido esta última descoberta que o levou a decidir-se pelo "bater com a porta". Perguntarão, esta decisão é (ir)revogável ou irrevogável? Imaginemos que, desta vez, é (mesmo) irrevogável. Quem se seguirá na linha de sucessão? Assunção Cristas já mostrou disponibilidade, mas, ao que parece, só avançará se Nuno Melo não avançar. Este, por sua vez, desde há muito tempo visto como número 2, tem contra si a desvantagem de "estar longe". Por outro lado, parece não ter muita vontade em trocar Bruxelas pelo Largo Adelino Amaro da Costa (Lisboa). Quanto a outros eventuais candidatos, João Almeida já disse que não. Quanto a Pedro Mota Soares, o homem deve andar algo desanimado agora que se viu obrigado a trocar o Audi pela mota de sempre. Para além disso, apesar de já ter sido quase tudo, não parece ter grande estofo para líder. Para além destes, caso se torne necessária uma terceira via, outros nomes poderão aparecer como, por exemplo, Nuno Magalhães ou Diogo Feio.
Mostrar mensagens com a etiqueta CDS-PP. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta CDS-PP. Mostrar todas as mensagens
segunda-feira, 11 de janeiro de 2016
quarta-feira, 6 de maio de 2015
Visto prévio
41 anos depois do 25 de Abril, PSD, CDS e PS puseram-se de acordo e tentaram, a coberto necessidade de regulamentação da cobertura das campanhas eleitorais, instaurar, novamente, o visto prévio aos orgãos de comunicação social. Inacreditável, regresso ao passado, são os termos que me ocorrem a respeito de um tão absurdo propósito. E o mais curioso desta aberração legislativa é que os únicos partidos signatários são os do chamado "arco da governação". Se houvesse dúvidas, esta tentativa de instaurar a censura é (mais) uma prova de que a inteligência tem limites, mas a estupidez (política) não!
segunda-feira, 27 de abril de 2015
Mais do mesmo
Parafraseando Odorico Paraguaçu (personagem da telenovela O Bem Amado interpretada por Paulo Gracindo), Passos Coelho e Portas, "botando de lado os entretantos e partindo prós finalmente", anunciaram a coligação dos respectivos partidos às próximas eleições legislativas. Quanto ao anúncio da coligação, nada de inesperado. Concorrer isoladamente, seria um autêntico suicídio político. Coligados, acalentarão, ainda, a ténue esperança de uma vitória. De surpreendente, e a revelar um profissionalismo digno de registo, a data escolhida para o anúncio, o dia 25 de Abril.
quinta-feira, 23 de abril de 2015
O combate dos chefes
O PSD aspira a governar sozinho. O desabafo de Passos Coelho, numa reunião social-democrata, caiu mal no parceiro de coligação. Contudo está consciente que o PSD, actualmente, não vale isso. Parece evidente que, concorrendo isoladamente, PSD e CDS entregam o poder ao PS. E, mesmo coligados, não chegarão para ultrapassar o PS (mas já estiveram mais longe!!!). Pelo menos é isso que as sondagens indicam. Face a este cenário, o que se esperaria é que os dois partidos se entendessem e anunciassem a coligação o mais rapidamente possível. Aliás, é essa a opinião de muitos comentadores. Sendo assim, o que estará a impedir o anúncio da coligação? Muito provavelmente, a elaboração das listas. Paulo Portas, sabendo que Passos Coelho não tem alternativa, estará a exigir mais lugares elegíveis do que o CDS valerá em termos de votos. Ou então, o CDS, não acreditando na vitória da coligação, estará a preparar-se para formar governo com o partido mais votado, ou seja, muito provavelmente, com o PS.
quinta-feira, 29 de maio de 2014
Não há almoços grátis
O CDS-PP e o PSD levaram a maior banhada de sempre em eleições. Juntos não valeram sequer 30% dos votos! Mas nem tudo foram más notícias. O PS não capitalizou o descalabro eleitoral dos partidos da maioria, o que, em si, representou um óptimo prémio de consolação e mantém tudo em aberto para as legislativas do próximo ano, como Passos Coelho afirmou na própria noite das eleições.
domingo, 18 de maio de 2014
quinta-feira, 16 de janeiro de 2014
Subscrever:
Mensagens (Atom)






