Na prova oral do exame para comissário europeu prestada há alguns dias no Parlamento Europeu, Carlos Moedas afirmou a determinada altura: "Estive muitas vezes em desacordo com a troika". A frase necessita de uma pequena rectificação: Ele não esteve em desacordo muitas vezes, esteve em desacordo desde o início da implementação do programa de ajustamento. Com efeito, desde a entrada em funções do governo de que Carlos Moedas fazia parte, que foi decidido (e proclamado aos quatro ventos) ir para o infinito e mais além (leia-se, "ir para além da troika"). O que, diga-se em abono da verdade, para alguém que tanto contribuiu para asfixiar a investigação científica em Portugal, não será uma grande carta de recomendação para a pasta para a qual foi indigitado, Investigação, Ciência e Inovação.
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terça-feira, 14 de outubro de 2014
segunda-feira, 15 de setembro de 2014
Nem oito, nem oitenta!
"Promovido a notas, mas nem oito nem oitenta", (ver aqui) terá pensado Jean-Claude Juncker, Presidente da Comissão Europeia ao distribuir as pastas pelos diferentes comissários. "Ficas com a pasta da Investigação, Ciência e Inovação e os membros do Governo de Portugal e os teus camaradas de partido podem encher a boca com o "recheio" [80.000 milhões de euros] da mesma". E foi assim que ficou traçado o destino do nosso comissário. Nem pasta económica, nem pasta social. Desde sempre houve comissários de primeira e de segunda e alguém teria de ficar com as pastas invisíveis. Eu, pelo menos, nem dei pela presença da sua antecessora na pasta, a irlandesa Máire Geoghegan-Quinn.
segunda-feira, 4 de agosto de 2014
Promovido a notas
Depois da ida embora da troika, o Secretário de Estado Adjunto do Primeiro-Ministro, Carlos Moedas, estava "semi-desempregado". Como membro do governo, para além de assinar o recibo de vencimento todos os meses, pouco mais tinha para fazer. Bruxelas "namorava" Maria Luis para o posto de comissária, mas Passos Coelho só trocaria a sua "jóia do governo" caso a pasta atribuída a Portugal fosse de "peso" e na área económica ou financeira. Como o presidente da Comissão Europeia não garantiu coisa nenhuma, Passos Coelho promoveu o seu secretário de Estado a notas ( e que notas, 20.000 por mês!) e despachou-o para Bruxelas. O próprio agradece!
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