O laboratório alemão de segurança informática AV Tests levou a cabo, entre Setembro de 2013 e Junho de 2014, uma série de testes com softwares de segurança (gratuitos e pagos) para verificar a sua capacidade de limpeza de sistemas infectados. Os testes, reproduzindo situações da vida real, foram divididos em dois tipos de cenários: No cenário 1, as soluções de segurança foram instaladas em máquinas previamente infectadas. No cenário 2, as soluções foram instaladas em máquinas limpas, os produtos de segurança foram desactivados, as máquinas foram infectadas e os produtos foram reactivados. O objectivo era verificar a capacidade de limpeza dos produtos de segurança. O malware era constituído por uma amostra do 30 tipos diferentes de malware (e respectivas variantes) já conhecido por todas as soluções de segurança testadas. Como se pode ver nos quadros abaixo publicados, apenas duas das soluções de segurança gratuitas não detectaram todas as amostras de malware. Esta situação não deveria ter ocorrido porque, conforme dito mais acima, todas as amostras eram previamente conhecidas dos produtos de segurança. Num segundo nível de performance, malware detectado mas nem todos os seus componentes removidos (o que faz com que os sistemas continuem infectados), três das soluções gratuitas falharam a remoção de alguns componentes activos de algumas amostras de malware o que teve como consequência que os sistemas permaneceram infectados. Ainda em relação aos resultados, quase todas as soluções de segurança (gratuitas e pagas) deixaram rastos inofensivos (ficheiros ou entradas do registro do Windows) das amostras de malware. As excepções foram o Bitdefender Internet Security 2014 (cenário 2) e o Malwarebytes Anti-Malware Free (cenários 1 e 2), que foram as únicas aplicações a restaurarem completamente os sistemas. Moral da história: Gratuito nem sempre é sinónimo de mau (ou menos bom)!
domingo, 7 de setembro de 2014
Gratuito nem sempre é sinónimo de mau!
O laboratório alemão de segurança informática AV Tests levou a cabo, entre Setembro de 2013 e Junho de 2014, uma série de testes com softwares de segurança (gratuitos e pagos) para verificar a sua capacidade de limpeza de sistemas infectados. Os testes, reproduzindo situações da vida real, foram divididos em dois tipos de cenários: No cenário 1, as soluções de segurança foram instaladas em máquinas previamente infectadas. No cenário 2, as soluções foram instaladas em máquinas limpas, os produtos de segurança foram desactivados, as máquinas foram infectadas e os produtos foram reactivados. O objectivo era verificar a capacidade de limpeza dos produtos de segurança. O malware era constituído por uma amostra do 30 tipos diferentes de malware (e respectivas variantes) já conhecido por todas as soluções de segurança testadas. Como se pode ver nos quadros abaixo publicados, apenas duas das soluções de segurança gratuitas não detectaram todas as amostras de malware. Esta situação não deveria ter ocorrido porque, conforme dito mais acima, todas as amostras eram previamente conhecidas dos produtos de segurança. Num segundo nível de performance, malware detectado mas nem todos os seus componentes removidos (o que faz com que os sistemas continuem infectados), três das soluções gratuitas falharam a remoção de alguns componentes activos de algumas amostras de malware o que teve como consequência que os sistemas permaneceram infectados. Ainda em relação aos resultados, quase todas as soluções de segurança (gratuitas e pagas) deixaram rastos inofensivos (ficheiros ou entradas do registro do Windows) das amostras de malware. As excepções foram o Bitdefender Internet Security 2014 (cenário 2) e o Malwarebytes Anti-Malware Free (cenários 1 e 2), que foram as únicas aplicações a restaurarem completamente os sistemas. Moral da história: Gratuito nem sempre é sinónimo de mau (ou menos bom)!
sábado, 6 de setembro de 2014
Já deves ter ido!
De bestial a besta foi limpinho, limpinho. Depois de mais uma fífia que custou ao Benfica dois pontos no confronto com o Sporting, apesar da defesa do atleta pelo seu treinador, a baliza do Benfica deverá ser (definitivamente?) entregue a Júlio César.
sexta-feira, 5 de setembro de 2014
Reforma ou caos?
A reforma da justiça foi anunciada como encerrada, com pompa e circunstância, há alguns meses atrás por Paulo Portas num dos exames regulares da troika. Com a entrada em vigor do novo mapa judiciário, o que temos assistido é um autêntico caos nos tribunais. Processos que não é possível consultar, plataforma CITIUS não (completamente) operacional, tribunais a funcionar em contentores (esta não lembraria nem ao Diabo, encerrar tribunais que funcionavam em edifícios (alguns de construção recente) para transferir os processos para tribunais que funcionam em contentores), etc. Se estava encerrada, tudo deveria estar devidamente planeado para uma transição sem sobressaltos e sem interferir (demasiado) com o normal funcionamento dos tribunais. Que é, exactamente, o contrário do que está a acontecer, isto a acreditar no que a comunicação social tem relatado. O que Paulo Portas deveria ter dito na altura era que já estava decidido que tribunais fechariam. Quanto ao resto, logo se veria!
quinta-feira, 4 de setembro de 2014
TAP (Try Another Plane)
A TAP está a viver um período conturbado. Cancelamento de centenas de voos (por falta de aviões), afectando milhares de passageiros, incidentes técnicos que obrigam os voos a regressar aos aeroportos de origem, aterragens de emergência por problemas vários, tudo tem acontecido nestes últimos meses. Com demasiada frequência para o que era habitual. Como a privatização da companhia continua em cima da mesa, até parece que alguém está a apostar forte na sua desvalorização!
quarta-feira, 3 de setembro de 2014
Só não vale tirar olhos
No auge da austeridade, em que nada que mexia escapou a cortes, as prestações sociais subsídios de desemprego e de doença sofreram um corte de 5% e 6%, respectivamente. A medida inscrita no Orçamento para 2013 não passou no crivo do Tribunal Constitucional (TC) e o governo devolveu aos beneficiários os cortes feitos. O governo voltou à carga no Orçamento Rectificativo desse mesmo ano (estipulando um limite mínimo, 419 euros, a partir do qual os cortes entrariam em vigor), entrando a medida em vigor a 25 de Julho. Como a Segurança Social só começou a processar as prestações de acordo com as novas regras a partir de Setembro, inevitavelmente foi pedido o reembolso aos beneficiários abrangidos que entretanto tinham recebido sem cortes. No orçamento do ano seguinte, 2014, o governo inscreveu o mesmo corte. Mais uma vez a norma foi parar ao TC e declarada inconstitucional. Contudo, a oposição não incluiu o rectificativo no pedido de apreciação da constitucionalidade, o que permitiu ao governo não devolver os cortes efectuados entre 25 de Julho e 31 de Dezembro de 2013. Bem vistas as coisas, o segundo semestre de 2013 só escapou ao crivo do TC por uma tecnicalidade, e a norma foi declarada inconstitucional tanto na versão original como na revista. Se o Estado fosse uma pessoa de bem, por razões éticas e de respeito pelos mais vulneráveis (desempregado e doentes), teria devolvido os meses de cortes de 2013. Isto que sirva ao TC para "abrir os olhos". Futuramente, quando decidirem pela inconstitucionalidade de uma medida, obriguem o Estado a repor a situação, em toda a sua plenitude, à data da entrada em vigor dessa medida. É o que este governo anda a pedir.
terça-feira, 2 de setembro de 2014
segunda-feira, 1 de setembro de 2014
Estratégia
O mais incrível a respeito do recente orçamento rectificativo, é que o país esteja a discutir o não aumento de impostos. Estratégia, dirão uns, campanha eleitoral, dirão outros. Vejamos. Primeiro, o porta-voz não oficial do governo anuncia o aumento do IVA para 24%. Depois, deixa-se o assunto a "marinar" durante uns dias para, por fim, se anunciar que não haverá nenhum aumento de impostos. O "alívio" é tão grande que as pessoas até esquecem que a execução fiscal este ano está cerca de 1.2 mil milhões acima do que o governo tinha estimado (!!!) e o rectificativo legitima mais alguns roubos descarados. As coimas por contra-ordenação fiscal são fixadas em níveis "estratosféricos". Apenas um exemplo, o atraso na entregue do IRS origina uma coima que pode chegar aos 15.000 euros!
Subscrever:
Mensagens (Atom)






