sábado, 6 de outubro de 2012

Sentido e razão de ser


"Se não soubermos o que queremos para amanhã, de pouco adiantam os sacrifícios que temos de fazer hoje. O nosso sacrifício tem de ter um propósito, um sentido, uma razão de ser", afirmou o PR no seu discurso nas cerimónias da comemoração do 5 de Outubro. Mas o actual PR, ao contrário do que possa pensar (e escrever), tem grandes responsabilidades no estado a que Portugal chegou. Em 2010 se tivesse pensado (menos) na sua reeleição e mais nos interesses de Portugal, não teria perdido a oportunidade para dissolver a AR e provocar eleições antecipadas. À data, já todos tinham percebido que o Governo tinha entrado num caminho sem retorno. Só o PR, ainda a tentar assegurar a sua reeleição, é que não. E em Março de 2012, no prefácio para o seu livro Roteiros VI, ao dar-nos a sua visão da crise de 2011, revela uma visão simplista (simplória, mesmo) e convenientemente enviesada do que se terá passado. O único culpado foi o PM de então, o qual, a propósito do PEC IV, não informando previamente o PR, praticou "uma falta de lealdade institucional que ficará registada na história da nossa democracia" e impediu o PR de exercer a sua magistratura de influência, tentando evitar o deflagrar da crise. Bem prega frei João...

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