O ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, que se manteve em silêncio durante as quatro horas e meia do debate das duas moções de censura de PCP e BE, só fez uma declaração à saída: “Portugal está numa situação de salvação nacional”, começou por dizer Paulo Portas, acrescentando estar também atento às envolventes: “Vejo a crise na Europa, olho para os problemas em Espanha, conheço a situação na Grécia. E por isso compreendam que valorize a estabilidade de que Portugal precisa para enfrentar os desafios, que são difíceis”, afirmou o ministro. Depois de o próprio ministro das Finanças ter classificado o novo pacote de austeridade como “um enorme aumento de impostos”, para Paulo Portas “só há uma coisa a fazer: um trabalho significativo, redobrado, para encontrar as medidas da redução da despesa, sobretudo do Estado consigo próprio, que permita modera ou aliviar essa carga fiscal”.

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